VP009-Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito

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Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e PropósitoEsse é o quarto e último grupo de pilares dos “12 Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito”. Vamos esclarecer do que é o que não é Qualidade de Vida, vamos falar sobre o equilíbrio entre satisfação e realidade e apresentar os 3 pilares: Lazer/prazer, Autoconhecimento e Propósito/Ser-no-mundo.

Mas não se preocupe, vamos ainda continuar abordando o tema da Qualidade de vida através de entrevistas, aplicações e desdobramentos dos temas. Sabemos que é um assunto importante, muito interessante e que afeta diretamente a vida de cada pessoa em diversos contextos.

Nós buscamos Qualidade de Vida

Todos nós buscamos melhorar a qualidade de vida nossa e de quem nos importamos. Espontaneamente definimos e medimos as condições da própria vida e as de outras pessoas. Esses critérios que criamos se referem a um bem estar que envolve diversos âmbitos, como o físico, o mental, o psicológico, o emocional, o espiritual, os relacionamentos sociais e familiares além de saúde, educação, financeiro, carreira, poder aquisitivo, habitação, saneamento básico e outras circunstâncias da vida.

OMSA Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que saúde é o pleno bem estar bio-psico-social, e dá muita importância ao tema da Qualidade de Vida. Prova disso é que sistematizou e disponibilizou um questionário para medidas e pesquisas (http://www.ufrgs.br/psiquiatria/psiq/whoqol.html) sobre o tema. Há vários estudos disponível em sites agregadores de periódicos científicos.

O que a Qualidade de vida não é

A Qualidade de Vida não deve ser confundida com um padrão de vida, um status ou um estilo de viver. Essa confusão comum, aparentemente simples e desimportante, leva a perder os parâmetros para o equilíbrio e os comportamentos saudáveis. O que pode diferenciar o padrão de vida das pessoas é uma estimativa --- mais subjetiva que objetiva --- de bem estar da pessoa, com base na quantidade de bens e serviços consumidos.

Na realidade, essa não é uma medida objetiva, válida e coerente, mas baseada na crença de que os bens preenchem critérios de valorização pessoal, atendem um ideal social ou satisfazem um vazio particular. A superficialidade e imediatismo desse referencial promove julgamentos equivocados quanto a satisfação real ou esperada de uma demanda de status, gerando conflitos internos --- entre o que se percebe possuir e a sensação de insatisfação, insaciabilidade ou desarranjo pessoal.

Equilíbrio entre satisfação e realidade

equilibrio-das-pedrasNa Qualidade de Vida existe uma adequações entre o que quero e o que tenho ou o que posso ter. Esse equilíbrio é dinâmico e pode ser bastante sensível, mudando conforme se alteram as condições de vida, as experiências ou as percepções pessoais. A estabilidade desse equilíbrio dinâmico está na capacidade da pessoa lidar com as coisas prazerosa e não prazerosas e com as coisas da realidade em choque com as suas fantasias, sonhos e desejos. (Freud teorizou sobre esses aspectos, definindo o Princípio do Prazer e o da Princípio da Realidade).

Geralmente, preferimos atendem desejos ou eliminar desconfortos imediatos. Tendemos, então, a preterir ações que não tragam resultados esperados em ato contínuo, ou seja curto ou curtíssimo prazo. Essa postura tende a prejudicar o desenvolvimento de projetos e ações de médio e longo prazo, favorecendo a procrastinação e as desistências diante das frustrações e obstáculos.

Chamamos de Qualidade de Vida o equilíbrio que experimentamos entre o que faço e o que não posso fazer, entre o que conquisto e o que não posso realizar. Nesses dilemas do que eu quero e o que me é possível, estou em um duelo, mesmo não consciente.

Tenho que encontrar um equilíbrio entre “o que quero”, “o que posso” e “o que devo”. Nem sempre o que quero, eu posso ou devo, ou o que devo, eu possa ou queira fazer. Esses três verbos estão sempre a nossa frente, numa equação que exigem uma certa reflexão. Tal duelo se aplica a todas as áreas da qualidade de vida, interferindo e moldando nossas decisões e avaliações sobre a qualidade da vida que temos.

Os Pilares da Qualidade de Vida – Pessoal e Propósito

  • Lazer/prazer, que pode dar um sentido ao dia, atribuindo prazer e satisfação ao dia, à atividade realizada e a vida em modo geral;
  • Autoconhecimento, que se refere a conhecer a si mesmo, seus sonhos, sua realidade, sua identidade, suas dificuldades, suas limitações etc.. Cada ação que fazemos e cada pessoa com quem nos relacionamos nos dá informações sobre nós mesmos. Se ficarmos atentos a isso e ao que sentimos nessas relações podemos gradualmente ampliar o conhecimento de si mesmo.
  • Ser-no-mundo, que envolve um propósito de vida, uma missão pessoal, o reconhecimento de meus valores e de como me encaixo no meu grupo social e como contribuo com ele.

Como se pode extrair o melhor de uma ferramenta? Conhecendo-a.

autoconhecimento-é-mais-que-olhar-se-no-espelho

Autoconhecimento é mais que olhar-se no espelho.

Vale um destaque para o conhecimento de si, que constantemente é pouco prático, pouco compreendido e, por isso, recebe pouco valor e é rapidamente riscado da lista.

Nada se pode fazer sem primeiro aceitar o real. Os fatos em si são apenas dados brutos e neutros. Geralmente lidamos com a interpretação que fazemos deles, definindo como positivos e do negativos, conforme meu próprio referencial subjetivo. É importante estar atento para tentar compreender a realidade como fatos --- mais objetivos que subjetivos.

Reconhecer meus pontos fortes e fracos, preferências, sentimentos, medos, preconceitos etc. é outro ponto importante pois me permite lidar com essa realidade que passo a ter um contato mais honesto. Assim podemos lidar melhor com o ciclo do comportamento, alterando o que precisamos para construir uma Qualidade de Vida mais adequada.

Indicação de um Livro

Descubra seus Pontos Fortes” de Marcus Buckingham e Donald O CliftonO livro “Descubra seus Pontos Fortes” de Marcus Buckingham e Donald O. Clifton pode ser um bom ponto de partida para você que quer ampliar seu conhecimento de si e obter um melhor ajustamento no seu contexto pessoal, social ou profissional.

Baseado em pesquisas feitas pelo Instituto Gallup com mais de 2 milhões de pessoas, propõe uma mudança na maneira de pensar sobre o aprimoramento de nosso desempenho profissional, por exemplo, incentivando investir nos seus pontos reconhecidamente fortes. Os autores fundamentam e ampliam essa perspectiva, em uma leitura bem simples e direta.

Mais sobre esse tema pode ser visto no artigo http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mochileiro-corporativo/2011/08/08/voce-foi-contratado-pelos-seus-pontos-fortes-saiba-como-identifica-los-e-aproveite-esta-dicaduka/.

O que é "ser no mundo"

Segundo Heidegger, filosofo alemão do existencialismo, existe um sentimento próprio do homem de não se sentir em casa, ou seja, de ser estrangeiro em relação a si mesmo, gerando angústia.

Não se é apenas um coadjuvante ou personagem deste tempo/espaço, mas alguém que pode modificar o futuro através do agora.

Será que sou parte de algo maior? Parte de algo posso afirmar, de algo maior depende das crenças e no que acredita.

Livros indicados nesse episódio

Vídeo indicado nesse episódio

 

ESCUTE. PRATIQUE. MULTIPLIQUE.
O Propósito é pessoal e intransferível.

Trilha Sonora do Episódio

  • Trafic de Blues - Steady B.
  • David S. Blue - Forever
  • Jazz Oil - Lufon
  • Kevin MacLeod - Fork and Spoon
  • Sim Band - Listen To Me
  • Trafic de Blues - Time to funk
  • Fuzzy Tunes - King Louie
ettore

About Ettore Riter

Psicólogo, Psicoterapeuta, Coach. Atuando profissionalmente desde 2001. Especialista em Gestão de Pessoas por Competências, Desenvolvimento de Potencial Humano nas Organizações e Psicoterapia Breve. Trabalha com o propósito de auxiliar e estimular o desenvolvimento das pessoas através de diálogos relevantes, para construir uma vida que vale a pena.

  • Diego Riter

    Muito bom o episódio, realmente trás questões fundamentais pelas quais todos nós já nos perguntamos. Pensando nesse sentido, me lembro de um cara que tinha urgência de criar algo, de deixar sua marca, pois era justamente movido por esse sentimento de encontrar seu espaço e de fazer algo significativo para o mundo. Foi o Steve Jobs e ele transformou o mundo com sua visão. Recomendo o livro de Walter Isaacson intitulado Steve Jobs. Jobs era uma pessoa cheio de problemas mas tinha a exata visão do seu propósito de vida. Um bom tema para vocês trabalharem.
    Gostei muito dessa série de episódios sobre qualidade de vida. Parabéns e continuem…

    Abraços

    • Olá, Diego Riter, obrigado por acompanhar nosso podcast e comentar o episódio. Realmente há muitas histórias de pessoas que foram guiadas por suas visões. Jobs foi uma delas, e veja o que ele fez!. Algumas dessas pessoas não foram reconhecidas, outras foram rechaçadas insultadas e ridicularizadas. Outras pessoas realmente mudaram suas vidas e as de outras pessoas, até podemos dizer que mudaram o mundo. Nem todos que quiseram fazer algo para deixar na história conseguiram, mas que conseguiu só o fez por seguir uma visão, um propósito, uma missão pessoal. Às vezes pensar em mudar o mundo pode ser grandioso demais, e se pensarmos em mudar ou orientar nossa família ou comunidade, influenciando por uma visão que inclua o bem comum, isso já está de bom tamanho e é o que realmente constrói as bases da história. Alguns se destacam e ficam famosos, mas para a maioria de nós, é o que fazemos com as pessoas próximas que conta. Não conseguimos vislumbrar a dimensão que alcançamos com uma “corrente do bem”, por exemplo, mas certamente ela faz, no mínimo, as vidas de duas pessoas melhores: quem recebeu e que fez a ação motivada pela visão. Muito bem, acho que empolguei com o tema e a oportunidade de responder a você. Novamente, obrigado por comentar e ouvir nosso trabalho. Abraço. Ettore.